"" Evangelho Puro: Junho 2017

O que foi o Concílio de Constantinopla

O Concílio de Constantinopla (381)





Em 379 o ocidental Teodósio tornou-se imperador do oriente, ele era fielmente niceno em suas crenças e resolveu acabar com o arianismo de uma vez por todas. Para este fim, convocou um concílio, que se reuniu em Constantinopla de maio a julho de 381.

Foi o concílio totalmente dos Pais capadocianos, os Gregórios estiveram ambos presentes ao concílio. Gregório de Nazianzeno desempenhou um papel importante, embora isto encerrasse sua carreira como bispo. As heresias que os capadocianos haviam enfrentado foram rejeitadas no concílio, de acordo com seu ensino.

O resultado do concílio foi a produção do que hoje é conhecido como o “Credo Niceno”, como com o Credo do Concílio de Nicéia, ele parece ser um credo oriental local com acréscimos polêmicos.

Nós cremos em um Deus, o Pai todo poderoso, criador do céu e da terra e de todas as coisas visíveis e invisíveis;

E em um Senhor Jesus Cristo, o unigênito filho de Deus, gerado do Pai antes de todas as eras, luz de luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus, gerado, não criado, de uma substância com o Pai. Por ele todas as coisas foram feitas. Por nós homens e para nossa salvação ele desceu dos céus, foi feito carne do Espírito e Maria e virgem e tornou-se homem. Ele foi crucificado por nós sob Pôncio Pilatos, sofreu e foi sepultado. Ele ressuscitou novamente ao terceiro dia, de acordo com as Escrituras, e ascendeu aos céus. Ele assenta-se à mão direita do Pai e vira novamente com glória para julgar os vivos e os mortos. Seu reino não terá fim;

E no Espírito Santo, o Senhor e doador da vida, que procede do Pai. Junto com o Pai e o Filho ele é adorado e glorificado. Ele falou através dos profetas; e em uma santa igreja católica e apostólica.

Nós confessamos um batismo para remissão dos pecados. Nós aguardamos a ressurreição dos mortos e a vida da era que virá. Amém.

Três heresias condenadas, foram condenadas em Constaninopla:


1.    Arianismo. O credo contém três de quatro frases antiarianas de Nicéia. No ano seguinte, outra reunião de bispos em Constantinopla escreveu a Roma, eles resumiram a fé do concílio de 381 como crença em “um Ente Supremo, poder e substância do Pai, o Filho e o Espírito Santo cuja dignidade é igual e majestade coeterna que estão em três perfeitas hipóstases ou três perfeitas pessoas.” Este foi um sumário apropriado à doutrina capadociana da trindade.
2.    Macedonianismo. Trinta e seis dos bispos que foram ao concílio eram macedônios: criam na deidade do Filho, mas afirmavam que o Espírito Santo é uma criatura. Uma tentativa foi feita de convencê-los da verdade. O credo afirma a deidade do Espírito Santo, mas apenas por implicação. Ele mantém frases bíblicas, exceto pela afirmação que é adorado e glorificado junto com o Pai e o Filho. Ele não é diretamente chamado “Deus”. A despeito desta abordagem diplomática, os bispos macedônios abandonaram o concílio.
3.    Apolinarianismo. Apolinário, que negava que Jesus tivesse uma alma humana, foi condenado em Roma em 377, também foi condenado no concílio.

O Concílio de Constantinopla foi considerado o segundo dos concílios ecumênicos. Seu credo pode não ter persuadido os macedônios naquela época, mas transformou-se no mais ecumênico dos credos da cristandade. Este é o único credo que é usado largamente tanto nas igrejas do oriente como do ocidente, mas com uma importante diferença: No oriente a crença era que o Espírito Santo procede do Pai através do Filho. Esta pequena diferença verbal reflete uma diferença latente em abordar a doutrina da Trindade. No ocidente, tornou-se costume acrescentar as palavras “e do Filho” [filioque em latim] ao credo. Roma sempre foi cautelosa e conservadora, mas finalmente ela seguiu o exemplo no século onze e também acrescentou a palavra filioque, isto ajudou a precipitar o rompimento de relações entre Roma e Constantinopla em 1054.

O Concílio, em seu terceiro cânon (lei ou edito), criou uma fonte importante de futuro conflito: “O bispo de Constantinopla deve ser honrado logo após o bispo de Roma, porque Constantinopla é a nova Roma.” Este cânon foi impopular em Roma porque implicava que a supremacia de Roma era baseada em sua posição como capital secular, por esta época os bispos de Roma estavam começando a reivindicar uma posição especial como sucessores de Pedro. O cânon agradou ainda menos em Alexandria, que antes havia sido a segunda sede episcopal ou bispado, depois de Roma. Os bispos de Alexandria, que eram ambiciosos e imensamente poderosos, não perderam a oportunidade de humilhar os bispos de Constantinopla, que tinham pouco poder, apesar de seu status teórico. Isto pode ser visto no caso de João Crisóstomo, no ataque de Cirilo de Alexandria sobre Nestório, e na luta anterior ao Concílio de Calcedônia em 451.

O Concílio afirmou tanto que Jesus Cristo era plenamente Deus (contra Ário) e plenamente homem (contra Apolinário), mas como pode ser ele tanto plenamente Deus como homem?

Apareceram então duas respostas erradas a esta questão: a) Da escola de Antioquia veio Nestório, dividiu Jesus Cristo em Deus o Verbo e Jesus o homem. Seu opositor era Cirilo e Nestório foi condenado no Concílio de Éfeso (431). b) Depois de Nestório, veio Êutico, da escola de Alexandria, buscava manter a unidade de Jesus Cristo tornando indistintas a sua humanidade com sua deidade. Recebeu a oposição de Leo e foi condenado no Concílio de Calcedônia (451).

Devemos reconhecer que a pessoa de Jesus Cristo é e deve continuar sendo um mistério? Os pais antigos não foram inocentes por tentar compreender o incompreensível e desvendar o inescrutável? Não, seu propósito não era explicar a encarnação ou remover todos os mistérios, mas defini-la. Como estas quatro heresias principais prejudicavam elementos centrais da doutrina da encarnação, a igreja foi forçada a esclarecê-las sucessivamente. O propósito era defender a doutrina de negação, não para explicá-la de tal modo a eliminar o mistério. Se qualquer uma destas quatro heresias houvessem alcançado a vitória, seria um quadro distorcido de Jesus Cristo que teria sido transmitido a todos nós.

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filosofia da religião

Introdução àfilosofia da religião 


Algumas perspectivas acerca da religião





A religião, como fenômeno humano, está presente na história
de todos os povos ao longo de todos os tempos. Essa presença, longe de
ser secundária, estruturou — e ainda estrutura — culturas, sendo-lhes
geradora de sentido e plausibilidade. Exatamente por isso, a religião vem
sendo estudada pelas mais diversas expressões da ciência, sobretudo
das ciências humanas e sociais. Dentre essas, queremos destacar algumas:
teologia, apologética, fenomenologia e filosofia. Sem dúvida, ao
longo da História foram essas expressões da ciência que de forma mais
contundente se debruçaram sobre o estudo do fenômeno religioso.

Teologia: estuda os fatos da experiência que são interpretados
em forma de doutrina. “Como ciência, a teologia parte do dado
da fé; por isso, pretende falar a partir de Deus, a partir da relação
que ele estabelece com o ser humano.” A teologia como ciência
utiliza os dados da fé (da revelação), mas se fundamenta na razão:
seu ponto de partida é a fé, mas seu método é racional.

Apologética: demonstra que determinada perspectiva (doutrina)
da teologia é a verdade. Defende a veracidade daquilo que é crido em determinada denominação e expresso num código ou
declaração doutrinária. “Algumas pessoas fazem distinção entre
apologética positiva, que se propõe a provar a verdade do cristianismo,
e apologética negativa, que apenas procura remover as
barreiras à fé respondendo às críticas.”

Fenomenologia da religião: estuda os fatos religiosos com base em
sua intencionalidade e pergunta pelo significado do fato religioso
para o Homo religiosus.3 “A fenomenologia parte necessariamente
dos fenômenos religiosos (fatos, testemunhos, documentos), contudo
explora especificamente seu sentido, sua significação para o
ser humano específico que expressou ou expressa esses mesmos
fenômenos religiosos.”

Filosofia da religião: estuda as origens e o conteúdo dos fatos
da experiência. Analisa a religião propriamente dita em
suas relações com outras fases da vida. A filosofia da religião
preocupa-se com o Absoluto, não como encontro com
ele, nem como Deus, mas como o Ser e o fundamento da realidade. A filosofia da religião, como expressão do saber humano,
muitas vezes estimulada pela racionalidade
crítica, fala de Deus e do ser
humano religioso. É um saber construído
com base na reflexão autônoma,
não um compromisso de fé. Por
isso, não substitui o ato religioso, mas
reflete criticamente a respeito dele.

Religião é crença: a religião tem sido definida por muitos como
sendo aquilo que um indivíduo crê a respeito de coisas últimas.
Religião é “uma crença em um poder sobre-humano invisível
[...] juntamente com os sentimentos e práticas que decorrem
naturalmente de tal crença”.10 Mas, conquanto a crença e convicções
sejam importantes elementos da religião, não representam
sua globalidade.

A religião pertence à natureza e estrutura
humanas: assim como o ser
humano tem várias capacidades que
expressam sua natureza e seu ser — por
exemplo, como pensador, técnico e
artista —, da mesma forma é dotado
da capacidade religiosa. Ele não pode
explicar direito essa capacidade, mas a
tem. O ser religioso pertence ao equipamento
que a natureza lhe concedeu.
Isso não quer dizer, entretanto, que
todos têm o mesmo grau de percepção
religiosa. Alguns têm um sentido Em seguida, trataremos dos diversos posicionamentos filosóficos diante da religião, incluindo as perspectivas antagônicas caracterizadas pelo ateísmo e

agnosticismo. mais profundo; outros, menos. Não se pode negar, contudo, que
o ser humano demonstra comportamento religioso.




A igreja Do Senhor

IGREJA UNIVERSAL E IGREJA LOCAL



A Igreja


Na linguagem comum, o vocábulo igreja tem um significado muito amplo. É aplicado ao edifício em que se realiza o culto cristão: a uma congregação de adoradores crentes; a um estabelecimento religioso; a determinado tipo de ordem eclesiástica; ao conjunto de todos os crentes em Cristo, e a um grupo local de discípulos cristãos associados num pacto com propósitos religiosos. Ele último significado é o comumente encontrado no Novo Testamento.


A palavra grega “ekklesia”, traduzida por igreja, deriva-se de uma palavra que significa chamados para fora, sendo usada para indicar uns grupos chamados para fora, sendo usada para indicar um grupo chamado de dentro de um ajuntamento maior e mais geral. Nas cidades livres dos gregos, o termo designava um grupo de pessoas dotado do privilégio de cidadania incumbido de certas funções públicas administrativas importantes, convocado, ou chamado para fora, dentro a massa comum do povo. No Novo Testamento a “ekklesia” é um grupo de pessoas chamadas e separadas da multidão comum, em virtude de uma vocação divina, escolhidas para serem santas, investidas nos privilégios e incumbidas dos deveres de cidadania no reino de Cristo.


Portanto, de conformidade com o conceito do Novo Testamento, uma igreja cristã é um “grupo de pessoas” divinamente chamadas e separadas do mundo, batizadas sob profissão de sua fé em Cristo, unidas sob pacto para o culto e o serviço cristão, sob a suprema autoridade de Cristo, cuja palavra é sua única lei e regra de vida em todas as questões de fé e prática religiosa.




A Igreja Universal



É o conjunto de todos os salvos em todas as épocas e lugares quer os que já estão na Gloria quer os que estão sobre a terra. A Igreja de Cristo independe de denominação.


A Igreja Local



Representa uma parte pequena da Igreja Universal. É formada pelo conjunto de salvos por Cristo de um determinado local, cidade, distrito ou município.


A MISSÃO DA IGREJA


Qual o propósito de Deus ao manter a Igreja no mundo?

Qual sua finalidade ou missão?

A Bíblia ensina que a Igreja está no mundo para uma missão tríplice:

Adoração (glorificação ao nome de Deus)


A igreja é um precioso tesouro de Deus na qual. Ele se deleita. A adoração lhe é muito preciosa. Adorar e glorificar a Deus em espírito e em verdade – eis a missão da Igreja (Jô 3.23,24; At 13.1-3).


Edificação - (aperfeiçoamento, fortalecimento, crescimento dos salvos).


        Esta é uma missão qualitativa que a Igreja tem para consigo mesma. O ensino a salvaguarda dos que são ganhos para Cristo. Atendendo às necessidades do membro e, desta maneira, fortalecendo e edificando a Igreja (Ef 3.14-21; 4.11-16; Gl 4.19,20; Jô 17.15-23; I Pe 3.15; 2 Pe 3.18).

Evangelização (testemunho)


         É anunciar o Evangelho e o seu poder, aumentando, assim o número de salvos (At 1.8; Mt 28.18-20; Lc 24.47). É evidente que a Igreja deve dar o Maximo de impulso à parte evangelistica de sua missão. Ganhar almas é a maior missão da Igreja, não é toda via a única. Todo o bom trabalho de evangelização deve ter em mente também a preservação dos frutos e a transformação desses frutos em novos ganhadores de almas. A forma melhor para isso é a fundação e organização de igrejas responsáveis isto é, igrejas que continuem a evangelização (At 19.10). Paulo demorou-se 2 anos em Éfeso e todos os da Ásia ouviram o Evangelho, o que possibilitou, em época posterior, João escrever as cartas às sete igrejas da Ásia.


CARACTERISTICAS IDEAIS DE UMA IGREJA

1.    Esta presente e vive para desempenhar sua missão tríplice
2.    Liderança própria (nativa)
3.    Reprodução própria
4.    Sustento próprio


O que foi o Concílio de Constantinopla

O Concílio de Constantinopla (381) Em 379 o ocidental Teodósio tornou-se imperador do oriente, ele era fielmente niceno em suas...